ENCONTRO EM CONJUNTO
ABRE ALAS: FESTIVAIS EM AQUILOMBAMENTO CONVERSA COM KEU APOEMA
Gabriel Cândido, Soraya Martins, Thiago Pirajira e Verusya Correia (SP/MG/RS/BA)
O Abre-Alas: festivais em aquilombamento nasce do desejo de evidenciar as convergências, confluências e diferenças do Festival de Dança Itacaré/BA, da Mostra Cura de Artes Cênicas Negras (Porto Alegre e Pelotas – RS) e do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, tomando como base as práticas e as memórias negras. E assim, criar um campo criativo de produção com dados logísticos, curatoriais e organizacionais que colaborem para o fortalecimento da articulação compositiva das artes negras.
Nesta conversa, será abordado os modos de articulação dos fazeres aquilombados. Propondo uma troca entre a produção artística e acadêmica, tendo como foco a produção de conhecimento negros ameríndios, para assim, friccionar as ordens hegemônicas.
Data: 05.11
Horário: 15h30
Local: Casa Fluir, Itacaré/BA
Classificação etária: Livre
Gabriel Cândido é Diretor, dramaturgo, performer e produtor. Autor das dramaturgias “Fala das Profundezas” (Editora Javali/ 2019), “Socorro! Tem uma cidade entalada na minha garganta” (Editora Letramento/2019) e “Nossa Conquista” (Editora Entremares/ 2023). Formado pela SP Escola de Teatro no curso de Atuação (2015), mesma instituição na qual foi artista-orientador convidado em 2021 e 2022. É integrante e co-fundador do Núcleo Negro de Pesquisa e Criação (NNPC), e idealizador, diretor e curador do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo. Em 2023 e 2024 foi curador do Festival de Teatro de Araraquara (SLAMC). Atualmente é estudante de História na Universidade de São Paulo (FFLCH/USP).
Soraya Martins é Artista-pesquisadora-docente/crítica/ curadora independente. Professora de Teatro da Universidade Estadual do Paraná – UNESPAR. É autora do livro Teatralidades- Aquilombamento: várias formas de pensar-ser-estar em cena e no mundo.
Atualmente, faz parte da Frente Criativa e Curatorial do Dona Ruth: Festival de Teatro Negro de São Paulo, curou o Festival Internacional de Teatro de Belo Horizonte- FIT-BH 2024 e 2018. Pós-doutora em Literatura, Outras Artes e Mídia (UFMG). Doutora em Literaturas de Língua Portuguesa e mestra em Estudos Literários. Atriz formada pelo Teatro Universitário da UFMG. Cursou Semiologia do Teatro no Dipartimento di Musica e Spettacolo dell´Università di Bologna, Itália. Escreve críticas teatrais para os Arquivos de Okan, o site Horizonte da Cena e para diversos festivais.
Thiago Pirajira é artista cênico, professor, curador e pesquisador. Doutor em Artes Cênicas, mestre em Educação e bacharel em Teatro pela UFRGS. É professor na graduação em Teatro e na pós-graduação em Artes no Centro de Artes da Universidade Federal de Pelotas (UFPel). Artista nos grupos e coletivos Pretagô e Usina do Trabalho do Ator. É idealizador e diretor artístico da CURA – Mostra de Artes Cênicas Negras. Pesquisa experiências e práticas performativas negras em perspectiva multidisciplinar.
Verusya Correia Doutoranda, bolsista da FAPESB e Mestre do Programa de Pós-Graduação em Dança da UFBA. Atualmente, Professora substituta UFSB/CJA. Idealizadora e diretora artística do Festival de Dança Itacaré. Em 1998, trabalha como instrutora da técnica de Pilates do Polestar Education Method. Representando o grupo Physio Pilates, chega ao Rio de Janeiro no final de 1999, sendo uma das primeiras profissionais a introduzir a técnica de Pilates nesta cidade. Diretora artística e Coreógrafa do grupo de dança Núcleo da Tribo. Criadora e apresentadora da série Pilates&Dança no IGTV e autora do livro Pilates & Dança: livro aula para práticas de Coreotonia. Área de interesse: Dança, Consciência Corporal, Cidade e Ativismo Político. Junto com o Festival de Dança Itacaré produziu o filme Fronteiras e o documentário Tenho ouvido pra dançar.
Keu Apoema é Docente da Universidade do Sul da Bahia, UFSB. Educadora, pesquisadora e contadora de histórias. Doutora em Educação pela FAE/UFMG, mestra em Educação pela FACED/UFBA, especialista em Arte e Educação pela PUC Minas e graduada em Administração pela Universidade de Pernambuco. No contexto da pesquisa de mestrado, abordou o trânsito das narrativas orais da tradição para a contemporaneidade e como estas se instalam na educação básica. Atualmente, conduz uma pesquisa sobre os processos de aprendizagem de lideranças tradicionais de Timor-Leste, os chamados “lia na’in”, os senhores da palavra, no contexto da resistência e construção da nação. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Arte e Educação, atuando principalmente com os seguintes temas: conhecimentos tradicionais, arte decolonial, tradições orais, narrativas contra-hegemônicas e contação de histórias.