AI, AI, AI

ESPETÁCULO NACIONAL

AI, AI, AI

Marcelo Evelin/Demolition Incorporada (Teresina/PI)

ai, ai, ai é um solo criado e interpretado por Marcelo Evelin.

Uma viagem poética às raízes afetivas de um bailarino e coreógrafo brasileiro há muito tempo longe de seu país. Um solo extremamente pessoal, concebido a partir de um processo investigativo do próprio corpo, entre o momento presente e a memória. “ai,ai,ai” recebeu o Prêmio de Prata das Artes na Holanda quando estreou, em 1995.

O coreógrafo piauiense Marcelo Evelin vivia na Holanda quando criou “Ai, Ai, Ai” em meados dos anos 90, solo a que o coreógrafo regressa em 2010. Saudade e identidade, presente e memória são novamente evocados por Evelin para reflectir sobre a violência, a colonização e a descriminação social num mundo reconhecidamente desigual. Concebido como um mergulho nas suas raízes, “Ai, Ai, Ai” é um trabalho pessoal criado a partir de questões inscritas no próprio corpo e pensamento. O processo de composição coreográfica desenvolve-se assim numa relação entre o movimento, interpretado distintamente por Evelin, e um conjunto de elementos teatrais, sonoros e imagéticos, representativos da cultura brasileira e das origens do coreógrafo.

Data: 08.11
Horário: 20h30
Local: Centro Cultural Porto de Trás, Itacaré/BA
Classificação etária: Livre

Ficha Técnica

Concepção, Coreografia, Dança: Marcelo Evelin

Filmes em Super 8: Karim Ainouz

Cenário e Figurino: John Murphy

Assistência de Coreografia: Christiana Cavalcanti

Design de Som: Jaap Lindijer

Design de Luz: Marc van Gelder

Técnica: Gui de Areia e Silva Neto 

Fotos: Ben van Duin, Valério Araújo, Marc Domage e Pedro Ivo

Música: Ella Fitzgerald e Chorinhos Brasileiros

Produção Corpo Rastreado: Leo Devitto

Realização: CAMPO e Demolition Incorporada

Marcelo Evelin

É bailarino, coreógrafo e pesquisador. Vive entre Teresina e Amsterdam e trabalha no Brasil, Japão e em vários países da Europa como artista independente à frente da Plataforma Demolition Incorporada, baseada no CAMPO, um espaço de residência e resistência das artes performáticas em Teresina, no Piauí. Seus espetáculos “Ai Ai Ai”, “Barricada”, “A Invenção da Maldade” e “Uirapuru” circulam atualmente por teatros e festivais do mundo. Ensina na Escola Superior de Artes de Amsterdam desde 1999 e vem criando projetos junto a Universidades e cursos de mestrado, entre eles ISAC (Bruxelas), Museu Reina Sofia (Madri), EXERCE (Montpellier) e CND (Paris). Em 2019 recebeu o título de Doutor Honoris Causa pela Universidade Federal do Piauí.