PERFORMANCE
CAZUMBARIA
Juliana Manhães (Guapimirim/RJ)
Cazumba é um ente que instaura encantarias, friccionando elementos entre o rito e a festa, o sagrado e o profano, o riso, a dor e o assustador. É um encaretado que produz sonoridades pelo seu sino/badalo e uma ginga grotesca e cômica. Juliana Manhães é cazumba do Boi da Floresta em São Luís do Maranhão há mais de vinte anos, sua trajetória de pesquisadora se entrelaça com seus caminhos como artista brincante que percorreu Brasis. Em sua jornada pelo continente africano, precisamente no Senegal e em Moçambique, reuniu matrizes e histórias que espiralaram no corpo motriz e teceram cruzos. Cazumbaria traz questionamentos sobre o corpo território sagrado e as relações com a natureza; os espaços em que a mulher impõe e ocupa no seu chão ancestral, trazendo um corpo que gargalha, grita e estabelece novas travessias, firmando relações cênicas entre tradições e contemporaneidades. A performance acontece junto de uma árvore e nesse giro o tempo espiralado vai se firmando no chão, marcando memórias. Tudo isso expresso por meio de cantos, batuque, grunhidos, histórias e movimentos.
Data: 06.11
Horário: 16h00
Local: Praça da Mangueira, Itacaré/BA
Classificação etária: Livre
Ficha Técnica
Criação, Performance e investigação: Juliana Manhães
Concepção sonora: Helder Vasconcelos
Figurino: Vanessa Machado
Adereços e cenografia: Cláudio Costa
Careta de cazumba: Mestre Zimar – Boi Flor de Matinha (MA)
Fotos: Ratão Diniz
Parceria: Coletivo As Três Marias (RJ) e Boi da Floresta (MA)
Juliana Manhães
É uma artista brincante, performer e pesquisadora maranhense com uma trajetória marcada por atuações cênicas que entrelaçam culturas tradicionais e experimentações contemporâneas. Sua presença em cena é atravessada por corporeidades afro-diaspóricas e de povos originários, teatralidade ritual e danças festivas.
Desde 2000, brinca de cazumba no Boi da Floresta, no Maranhão, vivenciando a dualidade entre o sagrado e o cômico. É fundadora e atuante do Coletivo As Três Marias, desde 2002, realizando performances e intervenções urbanas com foco em danças tradicionais e narrativas femininas. Coordena e atua no Coletivo Matuba desde 2014, em performances que dialogam com manifestações tradicionais brasileiras.