Resultado da convocatória
Festival de Dança Itacaré – ano VII
Nesta sétima edição que marca os 10 anos de existência do Festival de Dança Itacaré, recebemos um número surpreendente de inscritos, de vários Estados do nosso país (BA, SP, CE, PE, GO, SC, PR, RS, AL, MG, RN, RJ, MS e MT), somando um total de 80 (oitenta) propostas artísticas, entre espetáculos, oficinas, intervenções e performances.
Pensando em abrir caminhos e conexões todas as discussões foram pautadas nesse território, onde a curadoria dialogou sobre a continuidade de parcerias, as estratégias de existências e as possibilidades de novos encontros.
Fizeram parte da curadoria: Arionilson Sá (Xixito), Carla Mussolin, Flávia Couto, Magno Rocha (Miquiba), Valmilson do Nascimento (Péricles) e Verusya Correia. Foram selecionados os seguintes trabalhos:]
Palestras em Itacaré
Dia 11 – Resiliência do corpo-história I 18h
Com Coletivo Ponto Art
A troca com o momento, Resiliência do corpo-história, propõe trazer para o corpo negro feminino um resgate às consequências das violências sofridas, tratadas de forma individual com fluxo, provocações e tensões coletivas. As formas de violência que esse corpo é submetido de forma repetida e constante traz consequências à nossa constituição física (óssea), moral, estética, social, sexual e a conflitos referentes à autoestima. Todas essas sequelas são somatizadas no corpo estrutura-composição, que sem outra alternativa está sobrecarregado e desgastado.
O encontro acontecerá através de sensibilizações estimuladas pelas memórias de mulheres negras que fizeram parte do grito feminino. Através da prática da escuta (sororidade), pelo prazer de não ter seu corpo violado nem subjugado (empoderamento) e pelo estímulo do olhar pra seu próprio corpo sem julgamentos ou influência de observação (aceitação).
Local: Estúdio Armondes
Dia 12 – Documentário “Voz sem medo” I 16h
Com Coletivo Ponto Art
Os relatos que compõem o documentário "Voz sem medo" mostram um panorama do machismo nosso de cada dia através da fala de mulheres corajosas. Essas histórias de abusos psicológicos e físicos por muito tempo se mantiveram obrigatoriamente em um lugar reservado ao esquecimento.
Mesmo quando superadas, rondava o medo de torná-las públicas a troco de sobreviver e se preservar, evitar julgamentos sociais ou simplesmente manter as aparências junto com a sanidade.
Sequer podiam ser articuladas como narrativas passíveis de se fazer ouvir. Mas ao ganhar voz, os dramas particulares se mostraram muito mais comuns do que imaginávamos; ao quebrar as barreiras do silenciamento sistemático também ficaram evidentes os processos de superação e reinvenção de si atravessados por essas mulheres.
A sororidade se exerce ao incentivar denúncias, na prática da escuta e acolhimento, e também no ato de expor a outras mulheres dores comuns.
Local: Estúdio Armondes
Lab Dança Itacaré
Palestra criativa de estudos críticos
Com Joubert Arrais
Como coexistir dançando? (Danças e seus modos de coexistir)
13 de setembro
Toda dança para toda crítica? (Coimplicações criativas entre dança e crítica)
14 de setembro
Local: Pousada Ilha Verde
Horário: 09h às 12h

Trata-se de um espaço artístico pensado como lugar e ambiente para estudos críticos do processo criativo e da configuração cênica, articulando experimentos e práticas com interlocuções escritas e teóricas, segundo o formato de uma palestra colaborativa. A partir da apresentação de uma célula de movimento ou gesto, de uma escrita criativa, de trechos de um texto teórico, até uma ideia rascunhada, mobilizaremos um encontro prático de sujeitos e relatos entrelaçados que se instalará entre os participantes com suas.
inquietações e cumplicidades. Nesta imersão laboratorial, o objetivo é promover diálogos cambiantes que instaure sugestões criativas considerando novas leituras, vivências corporais, treinamentos técnicos, preparações artísticas, mostra pública de materiais criativos para a cena, dentre outros aspectos que forem emergindo nessa convivência de criação em dança.
Joubert Arrais
Tem formação e estágios artísticos pelo Centro Em Movimento (c.e.m – Lisboa/Portugal), com doutorado em Comunicação e Semiótica (PUCS), mestrado em Dança (PPGDanca/UFBA) e bacharelado em Comunicação Social Jornalismo (UFC). Atua como dançarino e crítico de dança, articulando pesquisa e criação artística com as críticas da dança. Publicou o livro colaborativo Dança com a Crítica (Fortaleza: Expressão Gráfica, 2013).
Lecionou de outubro de 2013 a janeiro de 2017, como professor efetivo, do bacharelado e licenciatura em Dança da Universidade Estadual do Paraná (Fap/Unespar), em Curitiba (PR). Atualmente é docente efetivo do Instituto Interdisciplinar em Sociedade, Cultura e Arte (IISCA), da Universidade Federal do Cariri (UFCA), vinculado ao curso de Jornalismo/Comunicação, em Juazeiro do Norte (CE).
Escreve no www.enquantodancas.net e colabora com os jornais cearenses Diário do Nordeste e O Povo.
Oficinas em Itacaré
Dança e Bicicletas
A oficina visa proporcionar uma vivência artística na pesquisa de dança com bicicletas desenvolvida por João Rafael Neto desde 2003. Onde serão aplicadas noções básicas de percepção espacial no ambiente urbano, equilíbrio e condução sobre as bicicletas.
Essa experiência está em consonância com as questões ambientais e urbanísticas levantadas atualmente sobre os modos de transporte urbano. Potencializando aos participantes a experiência de andar de bicicleta, seja para lazer ou transporte, aumentando a confiança e segurança desses ciclistas em seu cotidiano.
O publico alvo são pessoa que saibam andar de bicicleta, com idade mínima de 12 anos, que gostem da prática e queiram acima de tudo se divertir. Aos participantes se faz necessário uma bicicleta de qualquer forma, modelo, tamanho ou valor, desde que esteja em condições mínimas de uso. Ao final da oficina será realizada uma pequena mostra pratica com os participantes.
João Rafael Neto
Bailarino e coreógrafo. Exerce atividades nas áreas das Artes Cênicas, estudando a hibridação entre técnicas de movimento, novas tecnologias e esportes de ação urbanos como: BMX STREET e LE PARKOU, como pesquisa para criação em dança. Estudante do Curso de Graduação em Bacharelado Interdisciplinar em Artes na Universidade Federal da Bahia (UFBA), e formado no curso TÉCNICO EM DANÇA –HABILITAÇÃO EM COREOGRAFIA pela Escola de Dança da Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB). Trabalhou em parceria com o coreografo Luiz de Abreu, Jorge Alencar e Neemias Santana; Participou do trabalho “Batucada” de Marcelo Evelin. Atualmente é artista integrante do coletivo Nii Colaboratório.
Data: 12 a 16 de setembro, das 14h às 17h
Apresentação: 16 Dom, 16h
Local: Quadra da Pituba
Dança Popular – Balé Jovem de Salvador
Um momento ao qual o Balé Jovem de Salvador irá compartilhar as suas experiências com os jovens do interior. A oficina trabalha com momentos de prática corporal relacionada a cultura popular e troca de experiências pessoais.
Ao longo dos encontros são abordadas a possibilidade de transformar-se a partir de um ato de criação, a descoberta e invenção de éticas e estéticas alternativas às trazidas pela mídia massificada; a criação de um ambiente de
autonomia, respeito, escuta.
Matheus Ambrozi
Licenciatura\Bacharelado em Dança pela Universidade Federal da Bahia-UFBA, com Especialização em Estudos Contemporâneos em Dança-UFBA (em curso), Curso Técnico Profissional em Dança – Escola de Dança FUNCEB, integrante do Balé Jovem de Salvador, Balé Clássico – Intermediate e Advanced Fundation – Balé da Comunidade e 3º Ateliê Internacional da São Paulo Companhia de Dança;
Data: 12 a 13 de setembro, das 14h às 16h
Local: Sítio Ilha Verde
Oficina em Ilhéus
Percussão e Movimento Consciente Através da Dança
A partir da concepção do espetáculo “Batuque Contemporâneo”, a coreógrafa e bailarina carioca, Sueli Guerra, diretora da Cia da Ideia e o percussionista paulista, Guga Machado se uniram para criar a oficina de “Percussão e Movimento Consciente através da dança”.
Neste trabalho, música e dança – duas linguagens que têm uma relação aparentemente óbvia, tomam outro caráter, onde o músico também pode fazer
parte da coreografia e os movimentos corporais, por sua vez, dão ritmo às músicas.
A união dessas linguagens desperta questões como a sensibilidade do corpo que dialoga com a sonoridade. Aqui, a expressão corporal surge de encontros do corpo tocando e da música dançando. Nesta aula, as expressões artísticas são unidas em um processo de experimentação constante e de criação coletiva multi-artística.
Sueli Guerra
Profissional com vasta experiência artística e intelectual, formou-se no Ballet
Dalal Achcar, especializou-se no método Royal pela Washingnton School of Ballet e graduou-se em Dança pela UniverCidade (RJ).Coreografou diversos filmes (como Madame Satã e Chatô) e programas de TV , além de participar como atriz e bailarina em muitos outros.Integra o corpo docente da Casa das Artes de Laranjeira (CAL) desde 1997 e do curso de pós graduação em teatro musicado da UNIRIO desde 2010, além de atuar como professora de dança e pilates.
É diretora e coreógrafa da Cia da Ideia.
Data: 10 e 11 de setembro, das 09h às 11h
Local: A-rrisca Cia de Dança
Endereço: Rua 4, 159, Jardim Pontal – Pontal, Ilhéus
1º Dia
Entrada
Apresentação
A morte do Cisne
Primeira apresentação da noite de segunda feira em Ilhéus – A morte do Sisne
A-RRISCA – Cia da dança
Segundo espetáculo – Mariana, a história que se perdeu. A-RRISCA – Cia da dança (ilhéus)
2º Dia
Oficina
Percussão e movimento consciência através da dança. (Sueli Guerra)
Espetáculo
Tamanho Único, Balé do Teatro Casta Alves – BTCA
3º Dia
Oficina
Dança popular – Balé Jovem de Salvador com Matheus Ambrozi
Vídeo
Documentário “Voz sem medo” com Coletivo Ponto Art
Espetáculo
A morte do Cisne (Cia Dita)
Espetáculo
Pura: Espetáculo em três atos (CCP – Cia)
Espetáculo
Depoimentos para fissurar a pele (Djalma Moura)
4º Dia
Oficina
Dança popular – Balé Jovem de Salvador com Matheus Ambrozi
Palestra
Lab Dança Itacaré (Joubert Arrais)
Encontro
Parceria, continuidade, circulação/dança. (Jacson Santos, Janahina Cavalcante e Matias Santiago)
Espetáculo
Tamanho Único (BTCA)
Exposição + Extra
5º Dia
Palestra
Laboratório de dança Itacaré (Joubert Arrais)
Toda dança para toda crítica?
Espetáculo
Parecê – Cia. Dançurbana
Espetáculo
Prelúdios para uma dança cabocla. (Cia Balé Baião)
6º Dia
Espetáculo
Os superficiais (Cia Etc)
Espetáculo
Eu danço Sambarroxé (Joubert Arrais)
Espetáculo
(Cládia Müller e Clarissa Sacchelli) + Fotos extras























































































































































































































































































































































































































































































































































































