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Palestras em Itacaré

Dia 11 – Resiliência do corpo-história I 18h
Com Coletivo Ponto Art
A troca com o momento, Resiliência do corpo-história, propõe trazer para o corpo negro feminino um resgate às consequências das violências sofridas, tratadas de forma individual com fluxo, provocações e tensões coletivas. As formas de violência que esse corpo é submetido de forma repetida e constante traz consequências à nossa constituição física (óssea), moral, estética, social, sexual e a conflitos referentes à autoestima. Todas essas sequelas são somatizadas no corpo estrutura-composição, que sem outra alternativa está sobrecarregado e desgastado.

O encontro acontecerá através de sensibilizações estimuladas pelas memórias de mulheres negras que fizeram parte do grito feminino. Através da prática da escuta (sororidade), pelo prazer de não ter seu corpo violado nem subjugado (empoderamento) e pelo estímulo do olhar pra seu próprio corpo sem julgamentos ou influência de observação (aceitação).

 

Local: Estúdio Armondes

 

Dia 12 – Documentário “Voz sem medo” I 16h
Com Coletivo Ponto Art
Os relatos que compõem o documentário "Voz sem medo" mostram um panorama do machismo nosso de cada dia através da fala de mulheres corajosas. Essas histórias de abusos psicológicos e físicos por muito tempo se mantiveram obrigatoriamente em um lugar reservado ao esquecimento.
Mesmo quando superadas, rondava o medo de torná-las públicas a troco de sobreviver e se preservar, evitar julgamentos sociais ou simplesmente manter as aparências junto com a sanidade.
Sequer podiam ser articuladas como narrativas passíveis de se fazer ouvir. Mas ao ganhar voz, os dramas particulares se mostraram muito mais comuns do que imaginávamos; ao quebrar as barreiras do silenciamento sistemático também ficaram evidentes os processos de superação e reinvenção de si atravessados por essas mulheres.
A sororidade se exerce ao incentivar denúncias, na prática da escuta e acolhimento, e também no ato de expor a outras mulheres dores comuns.

 

Local: Estúdio Armondes

 

Lab Dança Itacaré
Palestra criativa de estudos críticos
Com Joubert Arrais
Como coexistir dançando? (Danças e seus modos de coexistir)
13 de setembro
Toda dança para toda crítica? (Coimplicações criativas entre dança e crítica)
14 de setembro
Local: Pousada Ilha Verde
Horário: 09h às 12h

Trata-se de um espaço artístico pensado como lugar e ambiente para estudos críticos do processo criativo e da configuração cênica, articulando experimentos e práticas com interlocuções escritas e teóricas, segundo o formato de uma palestra colaborativa. A partir da apresentação de uma célula de movimento ou gesto, de uma escrita criativa, de trechos de um texto teórico, até uma ideia rascunhada, mobilizaremos um encontro prático de sujeitos e relatos entrelaçados que se instalará entre os participantes com suas.

inquietações e cumplicidades. Nesta imersão laboratorial, o objetivo é promover diálogos cambiantes que instaure sugestões criativas considerando novas leituras, vivências corporais, treinamentos técnicos, preparações artísticas, mostra pública de materiais criativos para a cena, dentre outros aspectos que forem emergindo nessa convivência de criação em dança.

Joubert Arrais
Tem formação e estágios artísticos pelo Centro Em Movimento (c.e.m – Lisboa/Portugal), com doutorado em Comunicação e Semiótica (PUCS), mestrado em Dança (PPGDanca/UFBA) e bacharelado em Comunicação Social Jornalismo (UFC). Atua como dançarino e crítico de dança, articulando pesquisa e criação artística com as críticas da dança. Publicou o livro colaborativo Dança com a Crítica (Fortaleza: Expressão Gráfica, 2013).
Lecionou de outubro de 2013 a janeiro de 2017, como professor efetivo, do bacharelado e licenciatura em Dança da Universidade Estadual do Paraná (Fap/Unespar), em Curitiba (PR). Atualmente é docente efetivo do Instituto Interdisciplinar em Sociedade, Cultura e Arte (IISCA), da Universidade Federal do Cariri (UFCA), vinculado ao curso de Jornalismo/Comunicação, em Juazeiro do Norte (CE).
Escreve no www.enquantodancas.net e colabora com os jornais cearenses Diário do Nordeste e O Povo.