Oficinas em Itacaré


OFICINA
DANÇAS POPULARES, BRINQUEDO DE GENTE GRANDE: Culturas Populares, Indígenas e Afro-brasileiras nos caminhos da Dança – Educação
Denny Neves
07 a 09/11
08h às 12h

Esta oficina tem como objetivo realizar uma imersão no estudo de movimentos, estéticas, poéticas, cantos e ritmos de danças provenientes das manifestações da cultura popular da Bahia, com ênfase nas cultuas populares, indígenas e afro-brasileiras. Busca apresenta conexões entre estudos tradicionais e contemporâneos em dança, com referência às culturas que se desenvolveram entre os movimentos transatlânticos e diaspóricos em conexão com as danças das culturas indígenas e em processos criativos, estudos do corpo e produção de saberes por meio de estudos que contemplem o conceito de Artes Integradas. Propõe criação e investigação de sonoridades, cantos e contos provenientes dessas manifestações, bem como confecção de objetos e adereços artísticos com fins artísticos e pedagógicos para arte e educação com a utilização de materiais recicláveis.

Denny Neves é Mestre em Dança no PPGDANÇA – Programa de pós-graduação em Dança, UFBA – Universidade Federal da Bahia . Doutorando em Culturas Populares pelo PPGDANCA – Programa de Pós-graduação da Escola de Dança da UFBA – Universidade Federal da Bahia. Atua como Professor de danças das culturas Indígenas, repertórios populares e afro-brasileiras na Escola de Dança da UFBA. Atua na área de construção de currículos multirreferenciais com ênfase na inclusão das linguagens artísticas para o ensino fundamental, médio e superior pelo Núcleo Docente Estruturante da Escola de Dança (NDE – UFBA). É diretor artístico e produtor do Movimento Cultural GERAIS – Revitalização Cultural e Sociambientalismo em Andaraí, Chapada Diamantina – BA. É proponente e pesquisador do GIRA – Grupo de Pesquisa em Danças das Culturas Indígenas, Repertórios Populares e Afro-brasileiras – UFBA, (CNPq) e integrante do UMBIGADA – Grupo de Pesquisa em Dança, Cultura e Contemporaneidade – UFBA


OFICINA
COMUNICAÇÃO EM DANÇA CONTEMPORÂNEA COM LUIZ DE ABREU: PRÁTICAS E EXPERIÊNCIAS PROFISSIONAIS
Luiz de Abreu
06 e 07/11
09h às 13h
Casa Fluir 

Luiz de Abreu, coreógrafo e performer, apresentará a sua vivência de 40 anos de trabalho na cena contemporânea brasileira, discutirá as questões dos corpos negros e abordará o início da sua trajetória, nos anos 80, questões essas que não se falavam naquela época!  E que reflete sobre o modo como a política, a cultura e a sociedade olham e pensam, entre outras coisas, o negro, e no que isso representa de identidade do Brasil.

 

Luiz Augusto Barbosa (Luiz de Abreu) possui graduação em Dança pela Faculdade Angel Vianna (2013) e mestrado em Artes pela Universidade Federal de Uberlândia (2017). Tem experiência na área de artes, com ênfase em dança, atuando principalmente nos temas: corpo negro, dança, representação, samba e criolo com apresentações no Brasil e em países como França, Alemanha, Portugal, Croácia, Cuba, Espanha, Inglaterra, Mali. Atualmente, aprofunda suas investigações a respeito do corpo negro em São Paulo, Salvador e Uberlândia.


PALESTRA DANÇADA
REINVENÇÕES DO CORPO ANCESTRAL NA CENA CONTEMPORÂNEA
Gerson Moreno
Itapipoca/CE
07/11  15h às 17h
Estúdio Armondes

Ao longo de três décadas, Gerson Moreno, artista de dança e mestre em educação atuante/residente na cidade de Itapipoca, cidade situada no litoral oeste do Ceará, vem desenvolvendo processos de experimentação, criação e difusão em danças cênicas contemporâneas, tendo como fundamento as cosmovisões e narrativas africanas, ameríndias e populares, em confluência com os pensamentos de Paulo Freire, Muniz Sodré, Sobunfu Somé, Eduardo Oliveira, Sandra Petit, Kaká Werá, dentre outr@s.

A pesquisa integra/congrega dançarin@s-criadores da Cia Balé Baião, comunidades quilombolas, território indígena, assentamentos rurais, terreiro de umbanda/candomblé, escolas públicas, ponto de cultura galpão da cena, movimentos sociais e universidades (UFC e UECE). 

“Reinvenções do corpo ancestral na cena contemporânea” é uma “palestra dançada”, que se propõe demonstrar pelo/com o corpo nas suas diversas oralidades (voz, movimento, projeção de imagem, etc) um montante dessa investigação, sua contribuição nos processos de ensino/criação em danças e os desafios a serem enfrentados em épocas de desmonte cultural. 

Palestrante performer: Gerson Moreno
Assistência técnica: Cacheado Braga

Gerson Moreno iniciou sua trajetória e militância artística em 1988 como dançarino popular, ator e diretor de teatro do oprimido atuante em movimentos sociais na cidade de Itapipoca CE, cidade conhecida com a terra dos três climas, há 136 km de Fortaleza. 

Na década de noventa fundou a Cia Balé Baião, agregando e mobilizando dançarinas/os da periferia da cidade. Atualmente Gerson Moreno atua como professor de danças contemporâneas tendo como bases técnico-conceituais as matrizes afro-brasileiras e indígenas, conduz processos de orientação dramatúrgica e criação coreográfica integrando dançarinos, atores, com ou sem experiência e contribui com a formação pedagógica de arte-educadores e professores de arte. 

É coordenador pedagógico do Ponto de Cultura Galpão da Cena de Itapipoca, curador do Festival Nacional de Dança do Litoral Oeste, diretor/coreógrafo da Cia Balé Baião, especialista em educação biocêntrica e mestre em Educação pela Universidade Federal do Ceará (UFC).


OFICINA
AFRO-FUSÃO
Augusto Soledade
Salvador/BA
08.11 10h às 12h
Praia do Resende

A investigação objetiva do meu próprio processo criativo como método para identificar e articular a prática da criação de danças contemporâneas na diáspora africana surgiu como um caminho natural na busca de uma carreira em dança. A configuração do meu eu artístico se baseia no diálogo e na negociação contínuos do conceito de “Casa” dentro do meu corpo afro-brasileiro e suas experiências. O objetivo inerente da abordagem da “afro-fusão” para a dança é estabelecer um idioma de dança coerente que capte adequadamente essa experiência.

Nessa oficina de Afro-Fusão proponho uma experiência na linguagem em dança que venho desenvolvendo ao longo da minha carreira, como também estimular os participantes a pesquisar formas de movimento que refletem uma história corporal própria.

Augusto Soledade, nascido na Bahia, mas radicado nos Estados Unidos desde os anos 1990, Augusto Soledade é diretor artístico, fundador e coreógrafo residente da Augusto Soledade Brazzdance, conhecida como Brazz Dance Theater Incorporated, em Miami. Iniciou seu treinamento de dança na Universidade Federal da Bahia (UFBA), em um programa com forte ênfase em dança moderna, e treinou com Garth Fagan e Clyde Morgan.  Atualmente, atua como professor associado em tempo integral em Dança na Nova Southeastern University em Davie, Flórida.


OFICINA
FALA-CORPO: O QUE QUER E O QUE PODE ESSA TAL DRAMATURGIA?Thereza Rocha
08.11 e 09.11 14h30 às 17h30
Estúdio Armondes

Encontro de trabalho sobre dramaturgia em dança, no qual serão compartilhados alguns dispositivos que tentarão tornar operativo o próprio conceito (de dramaturgia) ali em pauta. Esbarrar, roçar, tropeçar na dramaturgia (este é o convite!): um modo de entender e abordar a dramaturgia (há inúmeros), um no qual a dramaturgia não vigia, perscruta, espia; não é um olho que tudo que vê — seu verbo seria mais o esgueirar do que o espreitar. Nesse caminho, desfazer a acirrada dicotomia, ou seria disputa?, teoria x prática, tão arraigada nas relações em dança ainda em nossos dias. Na dramaturgia não se trata nem de teoria, nem de prática, mas de um fazer que opera em outra chave como as que teremos oportunidade de mexer no encontro aqui proposto. Nada poderia ser mais oportuno do que seguir a programação após a conversa com o lançamento de O que é dança contemporânea?, espécie de livro-objeto ou livro-brinquedo que trabalha exatamente nessa chave: tornando operativo o conceito de dança contemporânea o qual interpela, ao ser, ao mesmo tempo, por ele interpelado.

Thereza Rocha é pesquisadora de dança, diretora e dramaturgista de processos de criação. Doutora em Artes Cênicas pela UNIRIO. Mestre em Comunicação e Cultura pela ECO|UFRJ. Tem formação técnica em teatro pela CAL/RJ e, em dança, pela atual Escola e Faculdade Angel Vianna. Professora dos cursos de graduação em dança da Universidade Federal do Ceará onde coordena o grupo de pesquisa QUINTAL: dança, pensamento, outras dramaturgias e regimes de dizibilidade. Coautora da quase-instalação Máquina de Dançar, junto com Maria Alice Poppe. Concebeu a dramaturgia e dirigiu 3Mulheres e um Café: uma conferência dançada com o pensamento em Pina Bausch, criado também em colaboração com Poppe. É autora da dramaturgia do espetáculo Paisagem Nua, que dirigiu junto com Joelson Gusson. Autora do livro O que é dança contemporânea? (Conexões Criativas, 2016) e coautora do livro Diálogo|Dança (SENAC, 2012), junto com Márcia Tiburi. Integrou o conselho de curadores do Festival de Dança de Joinville no triênio 2015-2018. Atualmente, é interlocutora dramatúrgica do espetáculo Gente de Lá, de Wellington Gadelha, com apresentações em Fortaleza, Rio de Janeiro e Zurich.

 

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